Cannabis medicinal para pacientes com HIV/AIDS

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(Imagem: Freepik/Sechat)

Por João R. Negromonte

O dia 1° de dezembro, é uma data internacionalmente reconhecida como O Dia de Combate à AIDS, voltada para que o mundo una forças para a conscientização sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

De acordo com a Fiocruz, os primeiros casos identificados como AIDS foram registrados a partir de 1977 nos Estados Unidos, Haiti e África Central. Contudo, a doença começou a chamar a atenção quando o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC) publicou um relatório, em 1981, sobre a morte de cinco homens por pneumonia.

A doença

O HIV ataca o sistema imunológico do corpo e, se não for tratado, pode levar à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). A AIDS prejudica a capacidade do corpo de combater infecções graves e, embora não haja cura, muitas pessoas estão vivendo vidas mais longas e saudáveis ​​com a doença, graças aos avanços em produtos farmacêuticos e outros tratamentos. 

Pouco se sabia sobre a AIDS nas décadas de 1980 e 1990, causando medo e desinformação generalizada. Mas, à medida que a pesquisa médica e a conscientização aumentaram, a AIDS tornou-se tratável e melhor compreendida.

Um futuro melhor para pacientes 

Além de aliviar os sintomas, os cientistas estão aprendendo mais sobre o potencial da cannabis para inibir a progressão do HIV/AIDS. Embora sejam necessárias mais pesquisas, esses estudos mostram que a cannabis pode ser útil, não apenas para controlar os sintomas, mas também para tratar as doenças que podem surgir quando se é diagnosticado com HIV

Há muito tempo a maconha está presente nas conversas sobre os possíveis tratamentos dos sintomas causados pelo HIV, porém, à medida que novos estudos são realizados, ela se torna um fator importante para ajudar potencialmente a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Benefícios Reconhecidos da Cannabis para o HIV

A ciência vem descobrindo  que os derivados da planta aliviavam náuseas, falta de apetite, fadiga extrema e dores causadas por medicamentos tradicionais à base de opióides.

O vírus nem sempre se comporta da mesma maneira em todas as  pessoas, o que demanda soluções mais específicas em alguns casos. Pesquisas apontam  que componentes da cannabis, como THC (tetrahidrocanabinol)  e CBD (canabidiol), podem tratar alguns destes sintomas.

O número de evidências sobre os efeitos dos canabinoides no combate ao HIV vem crescendo exponencialmente. Estudo produzido pelo British Columbia Center for Excellence in HIV/AIDS, de Vancouver, no Canadá, publicado em março de 2015, revelou que entre 88 pacientes de HIV positivos, que participaram da pesquisa, o uso medicinal da cannabis reduziu em 12% a carga infecciosa do vírus. 

Medicamentos Farmacêuticos para HIV/AIDS

Os medicamentos convencionais prescritos para pacientes com AIDS incluem remédios para terapia antirretroviral (ARV), que não curam a infecção pelo HIV, mas controlam e reduzem os riscos do vírus se espalhar  e contaminar outras pessoas.

Tais medicamentos reduzem a quantidade de carga viral no corpo, fortalecem a capacidade do sistema imunológico de combater infecções, além de impedirem que o vírus se replique e infecte novamente o sistema imunológico.

Conversando com seu médico

Ao adicionar cannabis aos planos de tratamento, os pacientes aumentam os benefícios das terapias convencionais. Por isso, se estiver interessado em aprender sobre como adicionar remédios à base de cannabis ao seu plano de tratamento para HIV/AIDS, converse com seu médico.

Caso seu médico não saiba sobre essa alternativa fitoterápica, o Sechat disponibiliza uma lista de médicos prescritores que podem ajudar.  

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