O que esperar deste ano no mundo da cannabis?

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(Créditos da imagem: Sechat/Arquivo)

Por Cintia Vernalha

Não houve momento mais favorável na história para a cannabis do que o vivido atualmente. As perspectivas de reformas, de novos produtos e de novas leis são enormes. O principal desafio da indústria de cannabis continuará a ser a legalização, conceito amplo traduzido em muitos modelos diferentes. Essa amplitude e diversidade dos modelos são exatamente as maiores dificuldades para a formação de uma indústria mundial.

Nos EUA, Pensilvania, Minnesota e Oklahoma têm grandes chances de regulamentarem o uso adulto. Apesar de ser baixa a esperança de mudança na lei federal, isso não deve frear o crescimento do mercado americano de cannabis. Nova York tem potencial para se tornar a  grande responsável pelo crescimento do setor, mas a concorrência com o mercado ilegal ainda pode trazer dificuldades no primeiro ano de vendas legalizadas. Mercados mais maduros, como o da Califórnia, continuarão a sofrer com a queda dos preços e com as regras restritivas do setor, causando uma maior consolidação das marcas existentes.

Ainda dentro dos EUA, devemos assistir a mudanças no mercado de entrega. Vimos pequenas iniciativas como a da Uber no Canadá, mas o  setor deverá ter grandes evoluções neste ano. E devemos ver também o mercado de lounges de consumo se expandir. Começamos a assistir em 2022 à criação desses ambientes e provavelmente essa tendência irá se espalhar pelos estados e países onde o uso adulto é permitido. 

Na Europa, existe uma grande expectativa pela regulamentação do uso adulto na Alemanha, que se tornará o maior mercado da cannabis legal do mundo e, provavelmente, outros países seguirão o seu exemplo. Com isso, a cannabis se tornará cada vez mais global e consequentemente teremos mais empresas se preparando para essa globalização.

No Brasil, o mercado entrará em uma nova fase, uma vez que diversos produtos já podem ser encontrados nas drogarias e outros devem chegar em breve, com as novas aprovações da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária). Mais produtos disponíveis, mais concorrência e, consequentemente, melhores preços tornará os produtos mais acessíveis para a população em geral, incentivando o aumento do número de pessoas que buscam por esse tipo de tratamento e forçando as empresas a buscarem alternativas para se diferenciarem. Nesse sentido, novos canabinoides e terpenos ganharão ainda mais atenção.

Devemos presenciar mudanças na RDC 327, provavelmente na flexibilização na forma farmacêutica dos produtos, hoje restritas a uso oral, bem como a edição de uma nova resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina). Mas, dificilmente essa pauta vai andar no Congresso. Em contrapartida, veremos esse assunto crescer dentro das universidades, principalmente para estudos científicos custeados pelas empresas que receberam a autorização da Anvisa para a venda em drogarias e que precisam, em breve, entregar seus estudos clínicos. Haverá também avanços no mercado veterinário e, talvez, no de alimentos, com as sementes, mesmo que importadas por enquanto.

Enfim, o ano de 2023 será, com certeza, um ano bem movimentado para o universo canábico. O mercado global está se consolidando, o estigma diminuindo, as marcas estão criando novas formas de se comunicarem com seus consumidores e o futuro tem tudo para ser ainda mais verde!

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e não correspondem, necessariamente, à posição do Sechat.

Sobre o autor:

Cintia Vernalha mora nos EUA, onde conheceu e se apaixonou pelo mercado de cannabis. Com mais de 15 anos trabalhando na área comercial de grandes corporações como Nestlé, Reckitt Benckiser e EMS, hoje une a sua paixão pela planta, a sua experiência executiva e a sua vivência em um dos maiores mercados de cannabis para assessorar empresas que desejam atuar ou melhorar seu posicionamento no Brasil.

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