Mercados ilegais de cannabis persistem nos EUA e no Canadá, apesar da legalização

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(Imagem: Pexels/Moon Bhuyan)

Redação Sechat

Um debate organizado pelo Centro de Pesquisas da UNAM na América do Norte (CISAN), discutiu esta semana que a indústria da cannabis nos Estados Unidos, Canadá e México sofrem algumas complicações em sua força de trabalho, apesar de ser um segmento considerado maduro nestes países. Ainda destacaram que existem empresas que atuam nas duas áreas: formal e ilegal.

A reunião remota foi moderada pela diretora do Centro de Estudos Mexicanos UNAM-Los Ángeles, Silvia Núñez García, que defendeu uma aproximação entre México, Estados Unidos e Canadá para enfrentar os problemas do mercado de trabalho da cannabis, bem como erradicar a estigmatização de quem a consome.

De acordo com o Global Cannabis Report, em 2019 estimava-se que aproximadamente 263 milhões de pessoas no mundo eram consumidores da planta. Diante disso, a indústria do “ouro verde” precisava aumentar o número de funcionários. Para 2020, foram projetados 238 mil empregos, apenas em locais onde seu consumo foi legalizado.

No Canadá, por exemplo, em 2018 eram cerca de 10.000 trabalhadores neste setor, mas com a previsão de que isso aumentaria para 150.000 nos anos seguintes. Número significativo de trabalhadores temporários que enfrentam precárias condições salariais e de moradia.

A indústria não oferece segurança para seus trabalhadores e grandes corporações são privilegiadas. Silvia Núñez García afirmou que a linha entre o formal e o informal no mercado é tênue, também entende que a desconstrução do estigma em torno do fato de que a maconha gera violência e a criminalização de grupos como afrodescendentes, latinos e asiáticos, é importante ser realizada.

Após as últimas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, 21 estados aprovaram o uso recreativo da planta e 38 seu uso medicinal. Em Nova York existe a legislação mais progressista, enquanto na Flórida são cinco grandes empresas que controlam as licenças.

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