Mãe diz que crises do filho autista reduziram 80% com tratamento à base de cannabis medicinal

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Arquivo Pessoal: família Enzo.

Por Leandro Maia

A jornalista Manoela Pinheiro, 36 anos, precisou mudar com a família de Macapá-AM para Belém do Pará-PA em busca de melhor tratamento para o filho Enzo, 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA)  e Deficiência Intelectual (DI) – condição descoberta este ano. O tratamento com cannabis medicinal foi iniciado após uma amiga dela indicar um médico com experiência na prescrição dos compostos da planta. 

“Minha maior alegria foi ouvir meu filho falar pela primeira vez: neném quer coxinha”

De acordo com a prescrição, a criança começou a usar derivados da cannabis, como CDB – full spectrum (contém todas as propriedades com 0,3% de THC), CBG e CBN. Após 7 meses de tratamento à base de cannabis, a mãe comemora os resultados e está a cada dia mais otimista com a evolução do filho que conseguiu se expressar pela primeira vez ao dizer: “neném quer coxinha”.

“O processo cognitivo e o comportamento do meu filho melhoraram muito depois do uso do canabidiol associados à terapias

“O uso do canabidiol com as terapias foi um divisor de águas para nós. A gente teve muito mais qualidade de vida. Hoje, eu consigo tomar um café no shopping com meu filho e frequentar restaurantes ”, conta.

Arquivo Pessoal: Enzo, 7 anos.

Para a mãe, a principal conquista é acompanhar o filho no processo de alfabetização, algo que antes do uso dos derivados da planta era um sonho a ser realizado.

Manoela entende que foi a melhor decisão optar pelo tratamento à base de cannabis, porém, no início, ela teve um pouco de resistência. “Eu sempre falei assim, tudo que for para melhorar a qualidade de vida e proporcionar uma independência para o meu filho eu vou tentar. Mas, é claro, desde que seja legal e que não faça mal a saúde dele. Então eu disse: eu preciso tentar.”

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Mediante os  resultados positivos do tratamento em outros pacientes e leituras sobre estudos de casos e depoimentos, Manuela começou a abrir a mente e a deixar de lado o preconceito em relação à planta com inúmeras propriedades medicinais. “Eu comecei a pensar, é  uma planta. Ela só pode ajudar o meu filho. Além disso, o médico está ao meu lado para me orientar. Por que não?”, ela mesma se questionou na época. 

Segundo Manuela, é possível listar uma série de evoluções na saúde do filho: iniciou a leitura e consegue socializar mais nos passeios em família (antes do tratamento não respondia aos comandos e ficava muito agitado fora de casa). 

As crises do Enzo não acabaram. O motivo para ser comemorado pela família é que a redução foi 80%, de acordo com a mãe. 

Veja a entrevista na íntegra:

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