Infusão: a tecnologia por trás do futuro do mercado da cannabis

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As emulsões são testadas e dosadas, através de complexos procedimentos laboratoriais e equipamentos específicos, em outras palavras, seu consumo é seguro.

Sechat Conteúdo, por Taysa Daudt de Souza

Quimicamente falando, infusão é um processo para fabricação de bebidas, em geral pela imersão de uma substância aromática em água fria, quente ou a ferver, mas quando o assunto é cannabis as coisas não são tão simples assim.

A tecnologia de infusão busca soluções para incorporar a cannabis ao cotidiano, e após a organização mundial de saúde (OMS) declarar seguro o uso do óleo de CBD, surgiu uma vasta gama de empresas que trazem produtos com cannabis em sua composição, porém se faz necessário observar alguns fatores para garantir a qualidade do produto, a segurança do consumo, procedência da matéria prima utilizada e para que de fato este contenha a dosagem de canabinoides  indicada no rótulo e o consumidor receba o produto pelo qual está pagando, que normalmente possui um elevado valor de mercado.

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Enquanto por um lado, tratando-se de flores secas, se torna complexo prever que quantidade de cada canabinoide está sendo ingerida por vários fatores, primeiro,  pelo grande foco das marcas que comercializam esse produto em dosar e informar apenas as quantidades de CBD/THC, e princípios ativos mais conhecidos, segundo, pela alta variedade de strains existentes, e a forma de cultivo que é algo muito particular de cada grower, fatores como o tempo, exposição a luz, entre outros, estão intimamente ligados ao resultado final da qualidade da matéria prima, como por exemplo a concentração de cada canabinoide, e nem sempre esses produtos in natura são testados afim de garantir que não contenham contaminantes e substâncias potencialmente tóxicas como metais por exemplo, e terceiro, é repassada ao paciente a responsabilidade de fracionar a dose adequada.

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Por outro lado produtos infundidos podem resolver todas essas questões levando ao consumidor final produtos certificados, com instruções de uso, e dosagens precisas, que garantem a utilização correta segundo prescrições para cada caso, capazes de especificar exatamente quais são os componentes em sua fórmula e quantidade, cabe relembrar o  enfeito Entourage, no entanto vale ressaltar que todas as substâncias potencialmente terapêuticas, inclusive terpenos depois de isoladas e quantificadas podem ser adicionadas na emulsão livres de componentes potencialmente tóxicos que comprometeriam a qualidade do tratamento.

As emulsões são testadas e dosadas, através de complexos procedimentos laboratoriais e equipamentos específicos, em outras palavras, seu consumo é seguro, e contribuí para construção de um mercado de produção em massa, que se refletiria como acessibilidade ao tratamento, produtos com preços muito mais baixos, de consumo mais prazeroso, discreto, que não carrega estigmas como o processo de vaporização, e sua apresentação se mostra amigável, uma vez que se faz por produtos já conhecidos pelo consumidor, que variam de bebidas a produtos cosméticos em um mercado onde o céu é o limite.

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Não temos como falar de infusão sem falar sobre emulsão, entenda, no contexto da cannabis, para produzir um produto infundido, é necessária a produção de uma emulsão, pois canabinoides são hidrofóbicos , ou seja, são altamente solúveis em óleo, mas não em água, infundi-los de forma crua em produtos como bebidas, cremes, pomadas entre outros produtos que são hidrofílicos resultaria em um produto instável e experiência do usuário inconsistente. 

As emulsões são termodinamicamente instáveis, o que significa dizer que não se formam espontaneamente, sendo necessário fornecer energia física para formá-las, o processo consiste na quebra da substância a ser emulsionada em nano ou micro gotículas, esse processo pode ser executado através de agitação, homogeneizadores, ou de processos de spray, transformando-as em uma  mistura estável entre dois líquidos imiscíveis(líquidos que não se misturam), sua estabilidade é obtida pela dispersão de gotículas de um líquido (denominado fase dispersa), que nesse contexto seria o óleo de cannabis, em outro líquido (denominado fase contínua), a emulsão é estável quando persiste, sem mudanças, durante grandes períodos de tempo – sem que as gotas da fase dispersa coalesçam (se unam) umas com as outras, flotem, se agreguem ou sedimentem.

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A estabilidade das emulsões é regulada por forças interfaciais, pelo tamanho das gotas da fase dispersa, pelas propriedades viscosas da fase contínua e pela diferença de densidade entra ambas as fases, os efeitos superficiais dependem das propriedades das substâncias que compõem as duas fases, e ainda que se adicione um agente emulsionante/surfactante, que é absorvido na interface e impede a coalescência das gotas, as cargas elétricas superficiais também contribuem para evitar que as gotas se unam, e através desse processo torna-se possível infundir a cannabis em uma base de água, dando origem aos mais diversos produtos infundidos, estáveis e consistentes.

O tamanho das gotículas não é essencial apenas para sua perfeita dispersão, mas também para auxiliar na passagem entre as células do corpo, e devidamente encapsuladas através de um outro processo químico avançado, ficam protegidas da degradação do processo de ingestão bem como do metabolismo de primeira passagem no fígado, chegam mais rapidamente a corrente sanguínea garantindo assim um dos mais altos graus de biodisponibilidade, a dosagem adequada depende de fatores essências tais como, o potência do medicamento/produto, o efeito esperado, a via de administração, a idade, dieta e condição física.

Cada consumidor/paciente reage de uma forma diferente a dosagens diferentes, é indicado iniciar o tratamento utilizando baixas doses em potências moderadas, e avaliar se efeitos estão de acordo com o esperado e se necessário efetuar o ajuste de dose, sempre acompanhado por um profissional qualificado para prescrição afim de garantir a correta interação com o sistema endocanabinoide e seus benéficos ao paciente, é válido observar que ainda existem grandes desafios no mercado de infusão, os principais ligados a preservação/proteção das substâncias infundidas, que garantem ao cliente que de fato ele está levando a quantidade de canabinoides pela qual está pagando, e sabores que não condizem com os descritos na embalagem, ou sem nenhuma harmonia, mais comum entre as bebidas, e que dão origem a produtos impalatáveis.

O fato é que todos esperamos ansiosamente por essas promissoras soluções que tem um gigantesco potencial para revolucionar o mercado global da cannabis, e a The Dogon’s, uma startup acelerada pela The Green Hub, solucionou todos esses desafios e os traduziu em produtos inovadores que em breve estarão disponíveis no mercado.

Texto por Taysa Daudt de Souza, CEO e fundadora da The Dogon’s, uma Startup acelerada pela The Green Hub.

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