Alzheimer

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A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Assim, a doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas mal cortadas, tóxicas, dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Por conseqüência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

 

Quais são os sintomas do Alzheimer?

O primeiro sintoma e o mais característico do Mal de Alzheimer é a perda de memória recente. Com a progressão da doença, vão aparecendo sintomas mais graves como, a perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos), bem como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo. Entre os principais sinais e sintomas do Alzheimer estão:

– Falta de memória para acontecimentos recentes;
– Repetição da mesma pergunta várias vezes;
– Dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;
– Incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;
– Dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos;
– Dificuldade para encontrar palavras que exprimem ideias ou sentimentos pessoais;
– Irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

 

Cannabis no tratamento do Alzheimer

Em 2016, pesquisadores do Salk Institute, na Califórnia (EUA), encontraram evidências preliminares de que o tetrahidrocanabinol (THC) e outros fitocanabinoides presentes na Cannabis tinham potencial para remover a beta-amiloide, proteína que forma as “placas” no cérebro responsáveis pelo Alzheimer. Os testes foram conduzidos em neurônios cultivados em laboratório, mas forneceram pistas para o desenvolvimento de novas terapias contra a doença. No ano seguinte, Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa) autorizou, pela primeira vez, a prescrição de óleo enriquecido com CBD para o tratamento de um paciente que sofria de Alzheimer no Brasil.

 

Revisão dos estudos existentes

Uma revisão literária classificou diversos artigos publicados em bancos de dados científicos, como o da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), EBSCO e PubMed, em diferentes datas. A princípio, os conteúdos foram selecionados por terem vasto acervo de trabalhos científicos publicados sobre a área de Ciências da Saúde. Em síntese, a revisão revelou que, além dos fármacos comumente empregados nas terapias tradicionais, os estudos têm demonstrado o grande potencial terapêutico dos compostos da cannabis na recuperação da memória e na melhora da cognição e do comportamento ao atuarem como protetores do sistema nervoso e limitarem o processo neurodegenerativo na doença de Alzheimer.

No entanto, segundo o diretor científico do Sechat, Dr. Pedro Pierro, neurocirurgião funcional, com especialidade em dor, transtornos de movimentos, epilepsia, cirurgia psiquiatra, além de pioneiro na prescrição de cannabis medicinal no Brasil, “O THC e o CBD não restauram áreas cerebrais já danificadas, mas o tratamento pode trazer mais qualidade de vida aos pacientes ao ajudá-los a reaprender atividades simples como escovar os dentes, arrumar a cama e se alimentar, sem auxílio de outras pessoas”.

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