Doença X Saúde

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(Imagem: Arquivo/Sechat)

Por Ladislau Porto

Aconteceu em São Paulo, na Expo Norte Center entre os dias 03 e 06 de junho de 2022, a Feira Internacional Médica (Medical Fair), de origem alemã, criada em 1969, tendo o seu foco em equipamentos médicos para tratamento de enfermidades e serviços relacionados à área médica. Dentro dela aconteceu a Feira Médica de Cannabis e o Congresso Brasileiro de Cannabis Medicinal, sendo esta a primeira vez que dentro da feira, num evento presencial, a cannabis como produto terapêutico teve espaço físico para exposição e debates, que ocupou cerca de 15 % do espaço total do evento.

O contraste entre a parte da Feira Médica e a área destinada à cannabis saltava aos olhos, sobretudo pelo verdadeiro alvoroço ao redor dos três pequenos corredores da área de cannabis, quando na outra grande parte da feira Médica, o evento transcorria com certo marasmo, sem muitos visitantes.

Além de sinalizar a existência de um mercado promissor, que se inicia do zero no país, a energia que emanava do evento menor demonstrou a preocupação dos atores envolvidos no tema da cannabis, notadamente acerca da busca pela saúde e não apenas do tratamento da doença – foco do evento maior.

Este interesse revela a crescente preocupação com bem estar e qualidade de vida, que de fato podem diminuir os riscos a que se submete o cidadão no tratamento de uma doença.

O tratamento com a cannabis está revolucionando a medicina mundial, cuidando do paciente de forma preventiva, com ênfase na qualidade de vida e garantindo um tratamento digno, que possibilite boas condições para o paciente lidar com os percalços de sua patologia. 

Por outro lado, os tratamentos convencionais, que também são fundamentais, tratam a patologia em si com equipamentos modernos, porém muitas vezes esquecem os efeitos colaterais dos medicamentos convencionais, principalmente, quando são vários ministrados em conjunto. Esta combinação indesejada muitas vezes é mais perigosa para o paciente do que a própria patologia.

Um evento com participação ampla de interessados no mercado de produtos médicos/hospitalares, ajuda na visibilidade do tema e contribui para “furar a bolha”de informações sobre cannabis, restrita aos que já conhecem o tema.

Com exposição de muito conhecimento científico, realização de debates sobre os aspectos legais e atores do mercado da cannabis, todos imbuídos na mesma sintonia, consegue-se difundir a informação de qualidade para cada vez mais pessoas em nossa sociedade, quebrando as barreiras existentes. 

Não é demais lembrar que o forte preconceito sobre o tema ainda impera, sendo que as informações reais sobre os benefícios dessa planta de poder, podem modificar a visão de quem ainda tem dúvidas sobre a questão, certamente por desinformação, ou má-fé.

As opiniões veiculadas nesse artigo são pessoais e de responsabilidade de seus autores.

*Ladislau Porto é advogado, coordenador Jurídico da APEPI/RJ e da AMME/PE e colunista do Sechat.

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