Destaques da Live Sistema Endocanabinóide e Neurociência com Renato Filev

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Por João R. Negromonte

Sabemos que o Brasil é um dos líderes em desenvolvimento de pesquisas relacionadas a cannabis em todo mundo. Dito isso, a live desta terça 09/11, trouxe Renato Filev, bacharel em Ciências Biológicas: Modalidade Médica e doutor em Neurociências, além de pós-doutorando em Psiquiatria e Psicologia Médica, que fez uma revisão sistemática sobre o sistema endocanabinóide relacionado com a neurociências.

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Filev, reforça a importância da pesquisa em um cenário de dificuldades quando se trata de cannabis no Brasil. Entretanto, ele diz que mesmo com todas as adversidades, conseguiu concluir grande parte de suas pesquisas com êxito.

O neurocientista, conta também, que se interessou por esse universo quando entrou na universidade.

Logo no primeiro ano de graduação, cheguei no centro acadêmico e notei que tinha um papel oferecendo uma vaga de estágio para alunos de iniciação cientifica sobre drogas de abuso e plasticidade neuronal. Na mesma hora pensei ‘esse estágio tem que ser meu’. Consegui a tão sonhada vaga. Na época estudávamos a sensibilização motora produzida pelo álcool. Mas os mecanismo utilizados nesse modelo eram vinculados com a eletroacupuntura. No final deste estudo, incidiu de aplicarmos moléculas que bloqueavam os receptores canabinóides (CB1 e CB2). O que compreendemos nessa pesquisa, foi que a eletroacupuntura quando associada ao bloqueadores dos receptores canabinoides, perdia seu efeito. Dessa maneira, comecei a explorar a farmacologia dos fitocanabinóides, o que me trouxe ao ponto que estou hoje.

Renato Filev

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Em uma espécie de “aula” sobre o sistema endocanabinóide e toda sua estrutura, Renato destaca o funcionamento, componentes e os resultados promissores encontrados em suas pesquisas com esses compostos.

Dr. Pedro Pierro, Neurocirurgião, pioneiro na prescrição da cannabis medicinal e Diretor Científico do Sechat, questiona o pesquisador, porque demoramos tanto para descobrir o sistema endocanabinóide?

Em resposta, Filev diz:

Bem, no séc. XIX, já tinha, por exemplo, o conhecimento do sistema dopaminérgico e do sistema noradrenérgico. Na década de 50, o serotoninérgico. Mas porque o sistema endocanabinóide tardou tanto para ser descoberto? Creio eu que por conta da natureza lipídica dos neurotransmissores, ou dos princípios ativos da cannabis que atuam nesse sistema. Tínhamos a tecnologia de purificação de alcaloides, de proteínas, de peptídeos por exemplo, mas de lipídeos ainda não. Assim, na década de 60 o professor Raphael Mechoulam isola os princípios ativos da cannabis e permite então, que avaliemos esses efeitos fisiológicos e farmacológicos de uma maneira mais ativa.

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Renato lembra ainda, que existem muitos estudos a serem feitos que ajudarão na identificação de diversos outros componentes presentes na planta, mas se possui efeitos benéficos ou não para nós, só o tempo poderá dizer.

Quando indagado sobre a cannabis tê-lo escolhido, a resposta é direta:

“Há um processo de coevolução do homem com a planta, ou seja, é uma via de mão dupla. Eu dedico minha vida a ela e, em contrapartida, ela me dá substâncias terapêuticas que nos ajudam no desenvolvimento de nossas espécies”.

Para saber mais sobre o sistema endocanabinóide e seus componentes, veja o vídeo completo da live que foi ao ar ontem, terça-feira, 09/11.

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