Da proibição à prova científica: os benefícios da cannabis são confirmados

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Imagem: Pexels

Por Redação Sechat

O assunto ainda pode ser uma novidade para muitas pessoas. Porém, a Cannabis sativa já é utilizada há séculos para a produção de medicamentos em todo o mundo. Os poderes medicinais da planta não podem ser resumidos apenas ao uso terapêutico ou recreativo, como se tornou mais popular pela humanidade.

No Brasil,
por exemplo, as pessoas poderiam comprar cigarros de cannabis nas farmácias. Mas 10 anos depois, as coisas mudaram. O governo criou leis para proibir e restringir a venda e a utilização.

Só que na década de 1960, a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou as substâncias da cannabis como prejudiciais à saúde. Desde então, a maconha, como a planta é popularmente conhecida, passou a ser discriminada e criminalizada.

Ao longo desses anos as pesquisas mostraram o caráter medicinal da planta

O Brasil se tornou referência nesse assunto. O médico Elisaldo Carlini, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), iniciou suas pesquisas utilizando plantas apreendidas pela polícia e, não demorou muito, para começar a estudar as propriedades da cannabis através do próprio cultivo.

O entusiasmo do médico pelo assunto foi importante para os avanços de hoje. Carlini já foi citado em mais de 12 mil trabalhos científicos.

O médico brasileiro morreu em 2020. Depois meses após sua morte a ONU reconheceu as propriedades terapêuticas da cannabis e a retirou da lista de substâncias perigosas como o crack.

Pesquisas já comprovam a eficácia da cannabis para o tratamento de muitas doenças e sintomas

O esforço de pessoas que acreditaram no poder medicinal da planta está abrindo novos caminhos para a indústria farmacêutica. Hoje, já é possível comprar, com receita médica., produtos à base de cannabis em drogarias.

Mas é preciso pontuar que a Cannabis também tem suas limitações como qualquer outra planta com propriedades medicinais. Criou-se então uma ideia de que a cannabis pudesse resolver qualquer problema de saúde, e não é bem assim. Por isso, o tratamento à base de cannabis deve ser prescrito por meio de um profissional especializado em tratamentos com a erva.

A Anvisa autorizou, em 2015, a importação de produtos derivados de cannabis para fins terapêuticos por meio de prescrição médica. Naquele ano foram 850 pedidos. Em 2021, o salto chama a atenção, 40 mil pedidos.

Quem puxou a fila do interessa foram os pacientes. Tudo aconteceu da forma como deveria acontecer. Através da busca de informações para otimizar o tratamento médico de doenças que causam dor, ansiedade e depressão, a cannabis foi o caminho encontrado.

Esse interesse ajudou os médicos a irem atrás de cursos de especialização com base na ciência.

Nos últimos anos, os estudos clínicos cresceram e trouxeram respostas. A prescrição de canabidiol (CBD), uma das principais substâncias da planta, é a prova científica que muito se cobrava.

Um dos principais ativos da planta é usado para o tratamento da epilepsia.

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