Cannabis: um modelo de negócio a ser explorado

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(Créditos da imagem: Sechat/Kim Belluco)

Por Kim Belluco

O segundo painel de debates do último dia do Congresso Brasileiro da Cannabis Medicinal foi moderado pela jornalista Anita Krepp e teve como tema principal “O panorama de oportunidades e novos negócios na Cannabis” e contou com as presenças de Maria Eugênia Riscala, CEO e fundadora da Kaya Mind, Danilo Lang, fundador da Cannabis Empregos, Marcelo Grecco, co-fundador e CMO da The Green Hub, Marcelo Galvão, CEO da OnixCann, além da Dra. Jackeline Barbosa, coordenadora da Pós-graduação em Cannabis Medicinal da Inspirali/Anima.

“Temos no Brasil mercado para todos”, foi assim que Maria Eugênia abriu o debate, enfatizando a importância de todos, independente de cor, gênero e religião, terem uma chance no mercado. “A Cannabis tem se ampliado muito. Vejo novos negócios caminhando no sentido de cada empresa buscar o seu diferencial. A maioria das pessoas está tentando entender o mercado e não está envolvida ainda. Precisamos educar o público, porque ele ainda não conhece esse mercado. Temos também que criar novas oportunidades. Com a Cannabis, o Brasil pode gerar bilhões de impostos e isso precisa ser revertido aos órgãos de fiscalização”, explicou.

Maria destacou ainda como a liberação do cultivo de cânhamo pode virar uma oportunidade de mercado.”Se pudesse cultivar cânhamo no Brasil, poderíamos gerar inúmeros empregos e teríamos espaço de terra suficiente, sem precisar tirar o cultivo de nada no Brasil. Temos que abrir oportunidades para todos.”

Marcelo Galvão revelou que, além de aguardar o Projeto de Lei  (PL) 399/15, que regulamenta o plantio da Cannabis, está buscando a liberação do cultivo do cânhamo judicialmente, através da MP da Liberdade Econômica, que foi sancionada em 2019. “Conseguimos uma liminar para cultivar o cânhamo e estamos aguardando a sentença definitiva. Se conseguirmos, vamos abrir um leque de opções. Podemos substituir o ferro na construção civil, confeccionar roupas, usar a fibra para uma série de finalidades. Teremos uma variedade muito grande de negócios.”

Para Marcelo Galvão, cada canabinoide é um mundo a ser explorado. “Começamos as pesquisas por causa do THC. Agora, o CBD é a grande vedete. Temos uma linha completa de THC para tratar de diversas patologias. Há ainda os canabinoides secundários. Eles estão sendo muito úteis em resultados terapêuticos. Eles são a grande realidade, podendo aparecer até mesmo em temperos. É uma transformação total.”

Assim como seus companheiros de painel, Marcelo Grecco também exaltou o cânhamo como um pontapé de novos negócios. “Queremos liberar o cânhamo de sementes da portaria 344 da Anvisa. Esse simples movimento nada mais é do que tirar uma semente que não tem efeito psicoativo, é um farináceo, pode ser usado em fusão de bebidas, tem 30% de proteína, enfim, podemos fazer uma infinidade de produtos. Mas eu acredito que no máximo em dois anos teremos prateleiras de produtos à base de cânhamo”.

Marcelo relatou também a dificuldade em manter uma startup no Brasil. “Estamos mandando para fora do Brasil, pois não conseguimos dar um impulso significativo. Precisamos trabalhar em volta para passar por essa rebentação. É legal quando fala que estamos em outros países, mas seria muito melhor se pudéssemos ficar aqui.”

DO COMEÇO

Jackeline Barbosa é uma das responsáveis por implantar assuntos envolvendo a Cannabis em graduação e pós-graduação. Ela destacou a importância do conhecimento do tema nas universidades. “A demanda por educação da Cannabis é infinita. Não tivemos acesso ao conhecimento dessa planta milenar em nossas formações, a não ser como desinformação. A educação em Cannabis, seja qual for a atuação profissional, será sempre necessária. Já temos no Brasil uma diversidade de formatos de estudos. Precisamos de uma formação multidisciplinar. Esse é o futuro”, relatou.

Fechando o debate, Danilo falou um pouco do preconceito enfrentado ao se aventurar no mercado de Cannabis e do tabu construído em cima do tema. “Tive vergonha de entrar nesse meio e isso era muito comum, mas é um setor que precisa de todos os tipos de profissionais, assim como qualquer outro. Mas é fato que precisamos de engajamento. A empresa que quer contratar precisa ser bem clara do tipo de profissional que ela procura.”

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