Cannabis e esclerose múltipla: entenda essa relação

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(Imagem: Freepik)

Por Sofia Missiato

Uma doença crônica que afeta a medula espinhal e o cérebro. Assim pode ser definida a esclerose múltipla, mediada pela disfunção do sistema imunológico, em que uma resposta imune anormal é direcionada ao sistema nervoso central. Hoje, 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo têm EM e estima-se que, no Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivam com a doença. O tratamento com cannabis é considerado uma possibilidade para esses pacientes pelo poder  anti-inflamatório, analgésico e antiespasmódico que possui.

A principal característica da esclerose múltipla é a inflamação do tecido neuronal. Nela as próprias células do corpo atacam o sistema nervoso central, causando inflamação em todo organismo e, consequentemente, sintomas, como perda de controle motor, fraqueza, espasmos musculares, humor instável e fadiga.

A cannabis tem sido usada como anti-inflamatório por médicos e herbalistas em todo o mundo há séculos. Nos últimos anos, sua  capacidade de reduzir a inflamação relacionada à esclerose múltipla foi amplamente pesquisada pelos endocanabinóides, distribuídos pelo organismo, terem propriedades imunossupressoras e anti-inflamatórias. O receptor CB1 (onde o composto THC atua no organismo) exerce um efeito neuroprotetor em indivíduos com EM, reduzindo a resposta imune e, assim, reduzindo a inflamação. 

Sentida por 50% dos pacientes, a dor também é um dos sintomas mais comuns e debilitantes da EM. Ocorre como resultado direto da inflamação do tecido neural ou dos espasmos musculares e espasticidade que pressionam o sistema musculoesquelético. O medicamento à base de cannabis é eficaz para controlar tais sintomas pois trabalha diretamente para reduzir a resposta imune e a inflamação da enfermidade.

A depressão também é outra característica comum da esclerose múltipla. Pode  ocorrer devido a danos nos nervos que ajudam a regular o humor ou pelo  efeito colateral de outros medicamentos usados ​​para retardar  a progressão da doença. 

A capacidade da cannabis de tratar a depressão indica que THC, CBD e canabicromeno (CBC) exercem um efeito semelhante ao antidepressivo. O sistema endocanabinóide é conhecido por desempenhar um papel importante na regulação do humor e níveis subjetivos de felicidade e endocanabinóides como a anandamida são fundamentais para o processo.

Reforçando, que não há cura para a esclerose múltipla e os tratamentos atuais são baseados na redução dos sintomas e na prevenção de surtos.

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