Cannabis é aliada dos praticantes de atividade física contra as dores musculares

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Imagem: Pexels

Por Leandro Maia 


A dor muscular é uma companheira fiel de quem é adepto da prática de atividade física. O desgaste dos músculos é ainda mais intenso em meio aos atletas profissionais. A busca por melhores resultados nas competições exige treinamentos com alta intensidade. Isso gera a fadiga dos músculos devido ao esforço acima do limite normal para o corpo. A resposta das fibras musculares são as lesões.

Os atletas de MMA, por exemplo,usam o CBD para fins terapêuticos. De acordo com pesquisa realizada, em 2020,  pelo vice-presidente sênior de Saúde e Desempenho do Atleta do UFC, Jeff Novitzky,  80% de um total de 170 lutadores do maior evento de MMA do planeta entrevistados fazem uso do produto. 

Ortopedista e médico do esporte, Jimmy Fardin, explica que a planta cannabis sativa pode ser uma aliada importante para a regeneração muscular. Segundo ele, que também é prescritor de tratamentos à base da erva, o corpo libera radicais livres e espécies reativas ao oxigênio, são esses detritos que geram as dores. A cannabis tem propriedades capazes de acelerar o processo de reconstrução das fibras lesionadas pelo esforço físico. 

“A cannabis, por meio de receptores instalados nos músculos, como o CB2, consegue recolher esses detritos decorrentes da atividade física com mais rapidez”, explicou. 

O grande benefício é o alívio das dores com mais eficiência. “Isso acontece porque a planta diminui as citocinas inflamatórias e evita que o músculo fique lesionado por mais tempo. Assim, a recuperação muscular e o alívio das dores são mais rápidos”, concluiu. 

O advogado e diretor de vendas, Tiago Zamponi, conta que a atividade e o uso de produtos à base de cannabis fazem parte da sua rotina no Canadá. Isso porque, em busca de qualidade de vida e envelhecer com saúde, frequentemente, ele pratica corridas, anda de bicicleta e faz academia. É claro que as dores são suas companheiras. 

O relato de quem usa cannabis para aliviar as dores

De férias no Brasil, para fugir da nevasca que atinge as terras canadenses nesta época do ano, tem sofrido mais com as dores. É que como a legislação brasileira não permite o uso derivados da planta sem prescrição médica e sem o selo de autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Tiago não pode fazer o uso dos produtos como está acostumado no país onde mora. 

“Se eu faço a malhação antes do trabalho, eu utilizo o CBD (canabidiol), porque posso continuar trabalhando normalmente sem qualquer efeito psicoativo. Reparo que imediatamente já me tira o desconforto das dores musculares”, conta. 

Porém, nessa temporada no Rio de Janeiro,  o corpo dele tem sofrido com o desconforto muscular. “Treinei exercícios para as pernas ontem e, hoje, não estou andando. Se eu estivesse no Canadá, eu teria tomado os derivados de cannabis e em 30 minutos já teria muito mais mobilidade do que estou tendo agora”, relata. 

Além disso, Tiago também observou que o seu rendimento também é satisfatório no dia seguinte ao uso dos produtos, principalmente nos compostos com Tetrahidrocanabinol (THC), principal substância psicoativa encontrada na planta. 

“Quando eu tenho uma dor muito intensa, porque me lesionei, porque peguei o peso errado ou exagerei nas corridas, o THC tem me dado uma performance melhor de recuperação. Ele tira o desconforto imediato e o músculo fica menos dolorido no dia seguinte”, conclui. 

É importante deixar claro que o depoimento do Tiago não está baseado em estudo científico,  ele apenas compartilhou suas percepções sobre o uso desses produtos que são permitidos no Canadá, país onde vive com a família. 

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